quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"Tomo posse destas terras,


...


se houver entre os presentes alguém que contradiga


ou a embargue, que o escrivão da expedição o registre".



Capitão - Mor Pedro Teixeira


O insigne desbravador e conquistador da Amazônia


BREVES LEMBRANÇAS DE IMPREVIDÊNCIAS HISTÓRICAS



Gen. Bda RI Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira


Brasília, DF, 20 de Julho de 2008


Debate - se a aprovação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, de forma contínua ou não.


Na verdade, deveríamos discutir a criação da própria Reserva, repensar suas dimensões, mesmo que descontínua.


Tivéssemos visão, e não miopia estratégica, caberia revisar as demais e, principalmente, o mega - latifúndio indígena Ianomâmi. Esperamos que os Ministros do STF, patrioticamente, atentem para isso.


Muitos, mais precavidos, alertam que, atualmente, a soberania de porções do Território Nacional pode correr grave risco. E aqueles pessimistas apresentam substanciais argumentos, avultando a leniência, o entreguismo, o descaso com o bem público, a incúria e a corrupção. Ao que retrucam outros, "são meras e fantasiosas suposições, se necessário, os índios protegerão nossas fronteiras".


Inútil contra - argumentar que os próprios silvícolas poderão ser (algumas etnias, de fato, já o são) um dos poderosos instrumentos para o infausto.


De nossa parte, aconselhamos aos tolos e desentendidos, a menos, é claro, que tenham segundos interesses, e estejam à sorrelfa, aguardando o desfecho da controvérsia para sacar a sua pilhagem, que releiam (leram?) a nossa História, e confirmem como o descaso, a falta de visão e a perda de prioridades nas Questões de Estado fazem parte da irresponsabilidade dos governantes nacionais, useiros e vezeiros na prática de uma incurável imprevidência.


A História, esta grande "Mestra da Vida", nos presta inestimáveis ensinamentos, quando analisada em nosso benefício.


Lembremo-nos de 1624, quando, apesar de rica e promissora, a Bahia, com a pujante Salvador, quedava - se indefesa à espera de uma ação de invasores. Nenhum brasileiro ignora o estado das fortificações da Bahia quando ali chegaram os holandeses em 1624.


A imprevidência se repete em Olinda, em 1630, por ocasião da segunda invasão flamenga.


Em 1711, Duguay-Trouin fez o que quis no Rio de Janeiro.


Igualmente, o descaso está presente em 1850, diante das arbitrárias atitudes da Inglaterra para com o Brasil, a pretexto de proibição do tráfico de negros. Em novembro de 1859 o governo do Império, já esquecido dos insultos de 1850, mandou desarmar os fortes do litoral marítimo, inclusive os que foram reputados de algum valor pelos estadistas da Regência.


Na Amazônia, em 1862, a situação não era melhor, quando navios peruanos zombando da nossa soberania, forçaram as passagens de Óbidos e de Tabatinga.


Por ocasião da Regência Trina espalhou - se um exagerado sentimento de economia, com manifesto prejuízo para o País. A Regência promulgou uma lei suprimindo o comando dos fortes, fortins e baterias, ao mesmo tempo em que mandava desarmar as fortalezas da capital do Império e quase todas as das Províncias. Esta incapacidade política deixou quase indefesa uma das mais ricas porções da América.


Na Questão Christie, como foi chamado o insulto inglês para com a soberania nacional, o representante da Inglaterra, sob um motivo fútil, mandou o Almirante Warren aprisionar, diante de nossas fortalezas (inoperantes), navios que demandavam o porto do Rio de Janeiro, fazendo - os conduzir para a enseada de Palmas, na Ilha Grande.


Como usual, após a casa arrombada, o governo e o povo revoltaram - se. E, haja tempo e recursos para remendar anos e anos de monumental desleixo.


Não vamos falar da penúria e da pobreza material e em recursos humanos que dominavam as Forças Armadas por ocasião da Guerra do Paraguai. Bom, mas esta é outra e longa, e tenebrosa história.


Atualmente, é visível que o vácuo da ação governamental, por vezes inexistente ou equivocado (omissões e intromissões), tem permitido que muitos dos obstáculos existentes sejam explorados com grande intensidade. A importância da Amazônia, em nível internacional, foi exacerbada com propósitos "idealistas" (indígenas, meio ambiente...) ou metas obscuras, mas para muitos brasileiros, por detrás do "idealismo" se escondem interesses, nem sempre legítimos, que retiram do País a possibilidade de integrar e desenvolver a região.


Mas voltemos ao nosso alerta; sentenciando para os doutos Ministros do STF, "em questões de Soberania é melhor prevenir do que remediar ou, ainda nesses casos, é melhor pecar por excesso do que por falta".

CIR na EUROPA - ‘Anna Pata, Anna Yan’

Hiram Reis e Silva

Coronel de Engenharia

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br


"Se o Supremo decidir contra os índios, vamos reunir cinco mil guerreiros e fazer a desocupação de nossa terra na marra”. (Edson Alves Macuxi, do CIR)


- ‘Anna Pata, Anna Yan’


“Estamos fazendo essa viagem para solicitar aos cidadãos, governos e juízes europeus que nos apóiem urgentemente em nossa petição ao Supremo Tribunal Federal, para que ratifique e faça cumprir o decreto de homologação de nossa terra, firmado em 2005, e que determine a retirada dos invasores”, afirmou Jacir José de Souza.


O índio macuxi Jacir José de Souza, fundador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), e a índia wapixana Pierlangela Cunha, coordenadora da Organização dos Professores Indígenas de Roraima, iniciaram em Madri a divulgação da campanha ‘Anna Pata, Anna Yan’ - ‘Nossa Terra, Nossa Mãe’, na língua macuxi com o intuito de pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), brasileiro, pela manutenção da demarcação contínua da reserva. Apoiados por organizações não-governamentais estrangeiras, eles visitarão os Ministérios das Relações Exteriores, parlamentares e membros do Executivo de seis países do continente europeu (Espanha, Inglaterra, Bélgica, França, Itália e Portugal) para debater a situação da Terra Indígena Raposa e Serra do Sol (TIRSS) buscando apoio para a sua causa, dando dimensão internacional ao conflito, contrariando posição do governo brasileiro.


Os indígenas já estiveram com a vice-presidente da Espanha, com deputados espanhóis, entregam uma petição a diversas entidades e à embaixada do Brasil em Madri. A programação prevê, ainda, um encontro em Paris com Danielle Mitterand, ex-primeira-dama francesa e uma visita à Comissão Européia, em Bruxelas.


- Survival-International


A Survival-International e entidades ligadas à Igreja Católica já organizaram a agenda do CIR, em Londres, que inclui reuniões com o Ministro das Relações Exteriores e parlamentares em Westminster e, quem sabe, ser recebido em um show pelo cantor Carlinhos Brown.


“Se os fazendeiros e políticos conseguirem roubar a Reserva Raposa Serra do Sol dos índios, isso abrirá um precedente perigoso para todas as tribos brasileiras. Não podemos deixar que isso ocorra”, afirmou Stephen Corry, diretor da Survival-International.


A Survival-International exibe, no seu site, sob o título ‘Dramatic video shows attack on Indian village’, um vídeo do ataque, orquestrado e muito bem planejado pelo CIR, pois já contava com apoio de ambulâncias e elementos encarregados de registrar a ação, no dia 05 de maio, quando mais de 100 indígenas invadiram a Fazenda do líder dos arrozeiros e prefeito de Pacaraima Paulo César Quartiero. Os funcionários da fazenda ordenaram a saída dos índios que se negaram a fazê-lo dando origem ao conflito.


- O CIR em busca da benção Papal


O CIR pretende que o Vaticano se envolva na definição de suas terras. Os representantes auxiliados por entidades internacionais, entraram com um pedido de audiência com o papa ainda para este mês.


“Estamos em uma missão diplomática. Queremos que o papa Bento XVI conheça nossa situação e possa nos dar apoio. Gostaríamos que ele entendesse o que estamos passando. O importante é que nossa terra não seja reduzida. Isso abriria um precedente perigoso para todas as tribos no Brasil. Isso é o que queremos que o Vaticano saiba. Não queremos que outros falem por nós. Queremos ser ouvidos e pedir o envolvimento do papa”, ressaltou Pierlangela.


- O novo Pirara - Qualquer semelhança não é ‘Mera Coincidência’


“Mesmo se a demarcação for revista pelo STF, os índios vão retirar os produtores de arroz da área”, disse o líder Martinho Macuxi Souza.


" Tudo indica que o Supremo vai tomar a decisão de retirar os invasores. Vamos até o fim para defender nosso direito. Se o STF decidir pelo lado dos terroristas, vamos fazer uma retomada das áreas. Vamos bloquear três estradas que dão acesso para a Guiana, para a Venezuela e para a Amazônia, em Manaus", vociferou Jecinaldo Barbosa Cabral.

Parece que nossos indígenas estão dando mostras de que conhecem mais história do que nossos políticos, magistrados e alienados intelectuais. Recordemos a Questão do Pirara para entender como funcionam os maquiavélicos estrategistas estrangeiros. Nesta questão, em particular, vimos como os estrangeiros são capazes de usar a diplomacia para alcançar seus intentos. Sem empunhar armas, sem pressa, num processo que durou quase sete décadas, fomos espoliados pelos britânicos.


Na época, o governo inglês contratou um súdito alemão para realizar pesquisas na Guiana Inglesa e em terras Brasileiras. O Lord Palmerston solicitou ao nosso Ministro Plenipotenciário, em Londres, um passaporte diplomático para esse 'cientista' que teria como objetivo fazer descobertas geográficas no território inexplorado que era a fronteira dos domínios britânicos e brasileiros na América do Sul.


Robert Schomburgk, em 1835, chegou até o forte São Joaquim, portanto no centro do Vale do Rio Branco sem que os portugueses desconfiassem de suas reais intenções. Schomburgk regressou a Londres, mas, em 1837, retornou à Guiana e continuou seus 'estudos geográficos'.


Em seus relatórios, a Londres, Schomburgk dizia que a presença militar lusitana na região era precária, quase inexistente. Sugeriu, inclusive, que a Inglaterra deveria ocupar esses espaços 'vazios', mandando demarcá-los para os domínios de sua majestade inglesa e até de ocupá-los em caráter permanente.


Os britânicos agiram argumentando que o território do Pirara era ocupado por tribos independentes que reclamavam a proteção inglesa, o Brasil reconheceu ‘provisoriamente’ a neutralidade da área em litígio retirando seus funcionários civis e militares, com a condição de que as tribos continuassem independentes. Schomburgk aproveita a oportunidade e lidera, em 1842, uma expedição que assentou marcos fronteiriços, demarcando a fronteira sem a concordância do governo brasileiro.


O resultado final deste engodo britânico foi submetido ao arbitramento parcial do incompetente Rei Dom Vitório Emanuel III, da Itália. Apesar dos esforços da diplomacia brasileira através de Joaquim Nabuco, do Barão do Rio Branco e do governo do Pará, através de Antonio Ladislau Monteiro Baena, em junho de 1904 sua Majestade o Rei Dom Vitório, deu a palavra final, retirando 19.630 km² do território brasileiro, pertencente ao atual Estado de Roraima, e entregou-os à Inglaterra.

A TERRA INDÍGENA RAPOSA SERRA DO SOL E A DESINTEGRAÇÃO DO BRASIL

“A verdade tem muitas faces; o patriotismo, uma só...”.

Osmar José de Barros Ribeiro

13 de junho de 2008

ojbr@wnet.com.br


Os problemas hoje vividos na fronteira norte do Brasil são os frutos amargos do relativo abandono em que ela foi deixada pelos colonizadores portugueses. Foi somente no início do século XVII que tiveram lugar as primeiras explorações ao longo do rio Branco e estas, desde logo, destacaram a importância estratégica da área para barrar o acesso de estrangeiros vindos do norte, em que pese às dificuldades de comunicação com o restante da região.


Vinda a Independência, quer no Império quer na República, as atenções governamentais continuaram voltadas para aquelas áreas do ecúmeno onde se desenvolviam as atividades de maior relevo e importância, tanto políticas quanto econômicas. Tal apreciação não era - e não é ainda hoje - menos verdadeira no que respeita a Roraima, o mais setentrional dos nossos Estados.


Os recentes acontecimentos ali havidos preocupam a todos os que, tendo tomado conhecimento da situação, temem pelo futuro daquela área. Localizada no extremo norte do Brasil, fronteira com a Venezuela e a Guiana, sua colonização e desenvolvimento foram inicialmente prejudicados tanto pela dificuldade de acesso quanto pelo desconhecimento das suas potencialidades. Hoje, vale assinalar que menos de 10% (aproximadamente vinte mil almas) de sua população de pouco mais de 300 mil habitantes são indígenas, todos aculturados. Pertencentes a diferentes etnias (Ingaricó, Macuxi, Patamona, Taurepangue e Uapixana), bom número deles possui cédula de identidade e título de eleitor. A miscigenação é alta e muitos exercem funções legislativas (vereadores).

Raposa/Serra do Sol é o nome da TI homologada na porção NE de Roraima, com 1.743.089 hectares de área e 1000km de perímetro, maior que o Estado de Sergipe e destinada à cerca de 18 a 20 mil índios. A sua questionada e questionável criação em área contínua, ora em apreciação do STF, colocou mais de 40% do território do Estado de Roraima sob a jurisdição de fato do Conselho Indigenista de Roraima (CIR), órgão ligado a organizações estrangeiras, oficiais ou oficiosas como: CAFOD (Agência Católica para o Desenvolvimento, agência oficial da Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales); CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços, órgão do Conselho Mundial de Igrejas, este criado e sustentado pela Igreja Anglicana); CIMI (Conselho Indigenista Missionário, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB e profundamente infiltrado pelos adeptos da Teologia da Libertação); CCPY/Comissão Pró-Yanomami (criada em 1978, originalmente denominada Comissão pela Criação do Parque Yanomami, com forte apoio internacional), NORAD/Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (ligada ao Ministério de Negócios Estrangeiros da Noruega), Greenpeace, cujas ações de desrespeito à soberania de muitas nações são sobejamente conhecidas; o Instituto Socio-ambiental (ISA) e outras como a OXFAM e a Survival International. Tais ONGs são, todas elas, direta ou indiretamente ligadas ao Conselho Mundial de Igrejas (CMI), organização que, sob a supremacia da Coroa Britânica, alimenta a insidiosa tese da “autonomia dos povos indígenas”. Para tanto e em especial na Amazônia, promove, através delas, a estruturação de “uniões”, “organizações”, “federações”, “coordenações”, etc., que passam a representar os interesses, reais ou não, dos índios.


A demarcação de TIs, defendida por organismos e países estrangeiros, coincidentemente localizadas sobre ocorrências minerais e dada a lamentável anuência brasileira à Convenção sobre os Direitos dos Povos Indígenas, vem trazer uma possível e desastrosa conseqüência para nós: a criação de “nações indígenas” nas áreas ocupadas por elas ao norte da calha do Solimões/Amazonas e o seu conveniente reconhecimento por parte de nações estrangeiras. O primeiro “Kosovo indígena” deverá surgir em Roraima, muito provavelmente pela união da Reserva Ianomâmi com a da Raposa-Serra do Sol, ambas localizadas em fronteiras internacionais e existindo, de um e outro lado da mesma, índios de igual etnia, com acentuada predominância dos macuxis.

Na verdade, assistimos ao governo federal, por ação e omissão, aceitar que os índios sejam incentivados a “retomar” suas terras e restabelecer suas “nações”, sob o argumento de que as concessões feitas procuram reparar a “injustiça” praticada contra os habitantes originais do território quando, na verdade, o que se busca é a criação de territórios autônomos, em oposição ao conceito e às instituições do Estado Nacional soberano.

De longa data, em lugar de buscar incorporar o índio à cidadania através da educação, da saúde e de um mínimo de condições para o exercício de trabalho condigno, as autoridades responsáveis pelo assunto permitem que antropólogos e indigenistas, obedientes às determinações de ONGs estrangeiras e sob o falacioso argumento da preservação da cultura aborígine, defendam a criação de verdadeiros “jardins zoológicos étnicos”, selecionem líderes para fazer cursos no exterior e desenvolvam, tanto neles quanto nos que ficam, uma profunda aversão ao Brasil e aos demais brasileiros não-índios.

Poucos sabem que, entre as lideranças, já existe projeto para criação de um Parlamento Indígena, a exigência do ensino de dialetos juntamente com o Português nas escolas e a Iniciativa para a Conservação da Bacia Amazônica (ICBA), esta da Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), na qual é mencionada, explicitamente, a utilização de “federações indígenas” para o controle de áreas de fronteira. Tais “federações” ficariam sob o virtual controle de ONGs financiadas e dirigidas/orientadas por governos e/ou entidades estrangeiras, tudo representando uma renúncia de fato à nossa soberania sobre largos tratos do território nacional.

A partir de 1970, com a chegada do bispo italiano Aldo Mogiano, ligado à Teologia da Libertação, começaram os problemas, já que a Igreja Católica passou a atuar como “ingênua” protetora dos indígenas, dando cobertura a abusivas atividades de várias ONGs cujo objetivo era e é ainda, a criação das condições necessárias e suficientes para a formação de "nações indígenas".

Em 1997, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) criou um grupo técnico, com a missão identificar e realizar o levantamento fundiário da futura TI. Desde o início, a má-fé permeou os trabalhos, já que os estudos levaram a sucessivas ampliações da Reserva a qual, já então com 1,7 milhão de hectares, foi declarada posse permanente dos índios em dezembro de 1998, por Portaria do Ministério da Justiça.

No entanto, antes de ser homologada a demarcação da reserva indígena e considerando as tensões sociais já existentes na área, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados realizaram estudos, visitas ao local e audiências públicas. Concluídos os trâmites, foi entregue ao presidente da República um relatório com recomendações quanto à área indígena, propondo delimitação capaz de não gerar conflitos.

Algumas das recomendações com relação à reserva e que não foram levadas em conta por quem de direito, referiam-se à exclusão das estradas estaduais e federais (RR-171, RR-407, RR-319, BR-433, BR-401) com vistas à liberdade de trânsito por elas; da área do Parque Nacional Monte Roraima; das sedes do município de Uiramutã e das vilas de Água Fria, Socó, Vila Pereira e Mutum, bem como das respectivas zonas de expansão; dos espaços necessários à exploração econômica das áreas tituladas pelo Incra e aquelas referentes a imóveis com propriedade ou posse anterior ao ano de 1934; exclusão da faixa de 15 quilômetros ao longo da fronteira do Brasil com a Guiana e a Venezuela, além da convocação do Conselho de Defesa Nacional para opinar sobre o efetivo uso das áreas localizadas na faixa de fronteira. Tudo isso, ditado pelo bom senso, foi deixado de lado!

Já em 2004 fora impetrada, junto à Justiça Federal de Roraima, uma Ação Popular contra a demarcação. Em função dela foi criada, no mesmo ano e por determinação judicial, uma Comissão de Peritos incumbida de produzir provas que auxiliassem o Juiz encarregado do julgamento. Após três meses, foram concluídos os trabalhos e a Comissão apontou várias irregularidades no processo de demarcação feito pela FUNAI.

Algumas delas: o documento foi assinado apenas por uma funcionária, a antropóloga Maria Guiomar de Melo, representando os demais membros, em clara desobediência aos diplomas legais sobre o assunto; alguns funcionários do grupo criado pela FUNAI sequer sabiam da sua existência e foram apresentadas declarações de pessoas as quais, nomeadas para atuar em determinada função, não possuíam a necessária qualificação para exercê-la. E, como se tudo isso não bastasse, a Comissão anexou cópia de uma carta assinada por membros do Congresso Americano pedindo ao presidente do Brasil, à época Fernando Henrique Cardoso, que atendesse aos pedidos dos povos indígenas em favor da demarcação. Estranha ingerência de um Poder Legislativo estrangeiro num problema exclusivamente brasileiro!

Enviado à Advocacia-Geral da União e depois ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região (Brasília) o documento fazia as mesmas recomendações da Comissão Mista do Senado e da Câmara e mais, que as plantações de arroz irrigado, localizadas no extremo sul da área indígena identificada, fossem também excluídas da demarcação. A Justiça Federal terminou por dar-lhe parecer favorável, acatando o resultado que apontava falhas na demarcação da Raposa Serra do Sol.

Em junho de 2007, o Supremo Tribunal Federal determinou a desocupação da reserva pelos não-índios e, em março de 2008, o Procurador Geral da República recomendou ao presidente e ao ministro da Justiça, a retirada dos não-índios das terras demarcadas. Ao final daquele mês, a Polícia Federal iniciou uma Operação, batizada de Upatakon III, com tal finalidade. No entanto, boa parte da população resistiu e resiste à desocupação, contando com o apoio de indígenas reunidos na Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos do Norte de Roraima (SODIUR).

Na defesa dos seus mais lídimos interesses e os da população não-índia, o governo do Estado, em abril de 2008, entrou com uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF), reivindicando a suspensão da ordem de desocupação. Acatada por unanimidade no Supremo, a Operação Upatakon III foi suspensa até o julgamento de todos os processos relativos à homologação da terra indígena. Saliente-se que, numa tentativa de pressionar os juízes e influenciar a opinião pública, lideranças indígenas favoráveis à delimitação da TI em área contínua têm sido levadas à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à ONU, sob os auspícios do CIR.

Nossos atuais governantes, todos de esquerda e, ao que parece, adeptos das teses esdrúxulas defendidas por organizações como o CIMI, o CIR e ONGs financiadas desde o exterior, não se dão conta de que, além dos índios, existem na área outros brasileiros carecendo de saúde, educação e apoio para trabalhar. A ação (ou inação) governamental vem propiciando a formação de verdadeiros quistos raciais nas nossas fronteiras os quais, certamente por pura “coincidência”, localizam-se em áreas ricas em recursos naturais. Seria de bom alvitre que o governo tratasse de integrar não só os aborígines à comunidade nacional, mas também aquela imensa multidão de brasileiros de todas as etnias, credos e cores que, somente lembrados em época de eleição, são os fiadores da nacionalidade em toda a Região Norte.

Os rizicultores, por exemplo, que reivindicam 100 mil hectares da TI, são responsáveis pela produção de 160 mil toneladas/ano de arroz, vendidas principalmente para os Estados do Pará e Amazonas. Eles representam a força econômica mais importante da economia estadual e estão começando a plantar soja. Ameaçados de expulsão e não possuindo títulos de propriedade, não têm o direito de serem indenizados por elas, apenas pelas benfeitorias existentes. Há que ser considerado, inclusive, o grave problema social criado pela forma de demarcação em área contínua, desterrando mais de 400 famílias que vivem ali há décadas, em sua grande maioria miscigenadas.

No Estado, os recursos minerais já identificados ou em exploração, são vastos e importantes; o aproveitamento dos recursos hídricos poderá trazer independência energética à região, a rizicultura tem condições de alimentar não só Roraima quanto os Estados vizinhos. No entanto, a área estadual é pontilhada por reservas indígenas e florestais e agora, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, uma ação que poderá, conforme a solução adotada, criar a primeira “nação indígena” no Brasil, com foros de independência em relação à União.

À luz da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, recentemente aprovada com a incompreensível concordância brasileira, se a TI Raposa-Serra do Sol vier a ser demarcada em área contínua, nada impedirá que, com os limites impostos à nossa soberania, amanhã venham a surgir a “nação ianomâmi” e a “nação do Vale do Rio Branco”. Nesse caso, Roraima terá sido definitivamente perdido pelo Brasil e, envergonhados, sem meios de reação à altura, assistiremos à implantação de um protetorado da ONU em nosso território.

O primeiro e mais importante passo “entreguista” foi dado anos atrás quando, por pressão de ONGs estrangeiras e suas correspondentes nacionais, a “Constituição Cidadã” deixou claro que São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo a União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens, como se eles não fossem brasileiros e constituíssem áreas enquistadas no território nacional.

Se o Estado de Roraima for dividido em regiões autônomas, como evitar que o mesmo aconteça no restante do Brasil? Os movimentos separatistas, hoje adormecidos, ressurgirão com força e a ameaça da desintegração nacional trará, sem dúvida alguma, a guerra civil.

Quem viver, verá!

O HOMEM ENLOUQUECEU

O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, afirmou que vai pedir o envio de tropas do Exército à Amazônia para ajudar na regularização fundiária. O anúncio foi feito na primeira reunião ministerial do Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado há cinco anos. Unger chamou a região de "caldeirão de insegurança jurídica".


OBSERVAÇÃO:


SÓ HÁ UMA ÚNICA MANEIRA DE SE CONSEGUIR QUE A ATUAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO INSTALADO NO PAÍS, EM TODOS OS NÍVEIS, SE DÊ DE FORMA ADEQUADA: SOB O TOTAL E ABSOLUTO COMANDO DOS HOMENS DAS PRÓPRIAS FFAA, COM CARTA BRANCA PARA AGIR E SOB A GARANTIA DE UMA LEI ESPECIALMENTE CRIADA PARA ESTE FIM, DESDE QUE ELABORADA COM TEXTO QUE DEVESSE ESTAR PLENAMENTE DE ACORDO COM TODAS AS DETERMINAÇÕES E EXIGÊNCIAS FEITAS PELOS COMANDOS MILITARES.


SOB O FASCISMO DA CULTURA DE IMPOSIÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, SEMPRE PARA OS CRIMINOSOS, E SOB A AÇÃO DO PATRULHAMENTO POLITICAMENTE CORRETO, QUE É NADA MAIS DO QUE UMA IMPOSIÇÃO DA DITADURA DAS MINORIAS SOBRE A IMENSA MAIORIA DA POPULAÇÃO, NEM O EXÉRCITO MAIS BEM PREPARADO E MAIS BEM EQUIPADO DO MUNDO TERÁ CONDIÇÕES DE ENFRENTAR O QUÊ E QUEM QUER QUE SEJA. ALIÁS, ESTES DOIS ELEMENTOS (OS DIREITOS HUMANOS E O POLITICAMENTE CORRETO SÃO PODEROSAS ARMAS, METICULOSAMENTE USADAS, JUSTAMENTE PARA PROVOCAR ESTE TIPO DE NEUTRALIZAÇÃO, NA LUTA ENTRE A CULTURA OCIDENTAL E A GLOBAL-SOCIALISTA).


SEM QUE OS INIMIGOS RESPEITEM OS DIREITOS HUMANOS E QUE NÃO SEJAM, EM ABSOLUTAMENTE NADA, POLITICAMENTE CORRETOS, NÃO HÁ COMO ENTRAR EM COMBATE SOB AS ALGEMAS DESTES DOIS CONCEITOS.

Má notícia sobre a Questão Indígena

Na Europa, índios de RR pedirão apoio a reserva


(O Estado de S. Paulo, 18/06/2008)


Dois índios da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, desembarcam hoje na Europa para fazer lobby internacional em defesa dos seus interesses na área indígena. Auxiliados por organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, eles visitarão Ministérios das Relações Exteriores, parlamentares e membros do Executivo de seis países.


O grupo passará, a partir de hoje, por Portugal, pela Espanha, França, Bélgica, Itália e pelo Reino Unido. Busca apoio para manter a demarcação contínua da reserva. Os índios querem dar dimensão internacional ao conflito, contrariando posição do governo.


A missão contará com dois representantes da reserva: Jacir José de Souza, fundador do Conselho Indígena de Roraima, e a coordenadora da Organização de Professores Indígenas de Roraima, Pierlangela Nascimento da Cunha, representante da tribo wapixana.


Em Londres, os índios terão a sua agenda organizada pela entidade Survival, atuante na defesa dos interesses indígenas na Europa. "Os indígenas vão apelar para que os ajudem a salvar a Amazônia", diz um comunicado da entidade. Entidades católicas da Grã-Bretanha também estariam envolvidas.


Em Londres, a agenda inclui reuniões no Ministério das Relações Exteriores e com parlamentares em Westminster. "Se os fazendeiros e políticos conseguirem roubar a Reserva Raposa Serra do Sol dos índios, isso abrirá um precedente perigoso para todas as tribos brasileiras. Não podemos deixar que isso ocorra", afirmou Stephen Corry, diretor da entidade.


Os ativistas ingleses prometem usar até literatura para convencer a opinião pública a dar atenção ao caso. Segundo a Survival, dois dos principais escritores britânicos - Sir Arthur Conan Doyle e Evelyn Waugh - se inspiraram na região da reserva para escrever livros de sucesso como O Mundo Perdido e Um Punhado de Pó.

CORTE INTERNACIONAL ESTARIA PREDISPOSTA A CONDENAR A JUSTIÇA BRASILEIRA, CASO O STJ ALTERE A CONTINUIDADE E/OU A EXTENSÃO DA "RESERVA RAPOSA SERRA DO

Enviado e comentado por Francisco Vianna


12 de junho, 2008 - 09h07 GMT (06h07 Brasília)


Numa flagrante intromissão nos assuntos internos brasileiros e em nítido desrespeito à soberania brasileira na região fronteiriça de Roraima com as Guianas e a Venezuela, a "Corte Interamericana de Direitos Humanos condenaria o Superior Tribunal de Justiça do Brasil, caso este se decida - por motivos de segurança e soberania nacional - a alterar a extensão ou a continuidade da reserva Raposa Serra do Sol", homologada pelo governo do PT, conforme afirmou o ex-relator da ONU para os Direitos Humanos dos Povos Indígenas, Rodolfo Stavenhagen. Está, pois, armado o complô internacional - do qual faz parte o Foro de São Paulo - para impedir que o Brasil se beneficie dos recursos minerais e genéticos das terras altas ao norte da bacia Amazônica.


ONDE ESTÃO OS NOSSOS PATRIOTAS, QUE SE CALAM EM FACE DE TAMANHA AGRESSÃO?


Esvrevi o texto abaixo, com base na matéria de Carolina Glycerio - correspondente da BBC Brasil, em São Paulo (organização da Inglaterra, um dos países hegemônicos interessados em impedir o progresso da agricultura na região e, acima de tudo, interessados na pilhagem de seus recursos minerais e genéticos, como, aliás, historicamente, sempre fizeram no Brasil, na Índia, e em muitos outros lugares do mundo, não se importando em nada com o aspecto ecológico. Outros países europeus interessados são a Holanda e a França, que mantêm colônias ou países associados ao norte de nossas fronteiras: Guiana, Suriname, e Guiana Francesa).

F. Vianna

ÍNDIOS DE RORAIMA TÊM CHANCE EM CORTE INTERNACIONAL, DIZ EX-RELATOR DA ONU


Os índios da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, ganhariam um processo que comparou com a crise que aconteceu em 2001, na Nicarágua, com a 'comunidade indígena' mayagna, de Awas Tingni, quando o estado nicaragüense outorgou concessões para exploração mineral a companhias estrangeiras, em áreas de reservas homologadas. Os índios apresentaram o caso à corte, que reconheceu o direito histórico dos índios à terra disputada. Isso, todavia não impediu que as empresas continuassem seu trabalho de exploração mineradora, inclusive, empregando mão-de-obra local.


"Foi um divisor de águas na jurisprudência internacional e a primeira vez que a corte interamericana assumiu a defesa aberta dos direitos dos povos indígenas", disse Stavenhagen, atualmente baseado no México. Segundo o ex-relator, "essa sentença é válida também para o Brasil".


Com uma área de 1,7 milhão de hectares, a 'reserva indígena' Raposa Serra do Sol foi homologada em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio a uma polêmica antiga em torno da localização da reserva na região da fronteira com Guiana (antiga Guiana Inglesa) e a Venezuela. Nos últimos meses, o debate chegou ao Supremo Tribunal Federal depois que a Polícia Federal tentou retirar da reserva produtores de arroz que há anos ocupam parte da terra indígena - muitos anos antes da malfadada e traidora 'homologação', supostamente com o consentimento de alguns caciques 'comprados' por ONGs estrangeiras, mas contra o interesse da maioria dos silvícolas dessa região, que não desejam continuar vivendo na idade da pedra lascada e querem a aculturação e a cidadania brasileira - apesar do abandono que o estado nacional lhes impõe - e se beneficiam e se integram à produção de arroz, principal fonte econômica agrícola do incipiente estado.


Existem 33 ações no STF que contestam a demarcação da terra indígena, incluindo uma do governo de Roraima - que contesta o laudo antropológico no qual o governo federal se baseou para homologar reserva em área contínua, laudo esse, ao que parece, carente de autenticidade.


'VIOLAÇÃO GROSSEIRA'


O ex-relator da ONU, que deu palestra sobre os 'direitos dos povos indígenas na Universidade de Brasília (UnB)', diz que vem recebendo informações "preocupantes dos índios" da Raposa Serra do Sol (leia-se: dos referidos caciques) quanto ao "perigo" de a área da reserva ser revista. "Notícias de que a Suprema Corte (STF) e alguns ministros têm feito declarações contra essa "conquista de direitos humanos" (a homologação da reserva) são muito preocupantes". "O reconhecimento do território de acordo com a Constituição de 1988 e com a legislação internacional é um passo muito bom para os direitos humanos dos povos indígenas, derrubar isso seria problemático, uma grosseira violação dos direitos adquiridos". Stavenhagen diz que usará a visita ao Brasil para reunir dados sobre o caso que apresentará a seu sucessor, o atual relator da ONU para povos indígenas, James Anaya, e ao Conselho de Direitos Humanos da entidade. Ele refuta o argumento de que a constituição de uma reserva indígena em área de fronteira represente ameaça à segurança nacional.


"A defesa dos direitos humanos dos povos assentados seria a melhor defesa do território nacional e da segurança nacional. Haveria uma verdadeira integração do território nacional, não compreendo por que alguém possa se sentir ameaçado pela defesa dos direitos indígenas". O ex-relator argumentou ainda que "não há nenhuma ameaça à segurança dos países do continente americano atualmente" (INCRÍVEL, NÃO? O que ocorre na Bolívia e na Colômbia, por exemplo, para ele não representa nenhuma ameaça a esses países) e disse que uma mudança dessa situação seria "problema do Brasil". "Eu falo da perspectiva dos direitos humanos dos povos indígenas, que sempre foram vítimas do racismo, e agora que tem direito adquirido a essas terras, o argumento que surge é o de que eles são ameaça. Esse argumento não é válido, não sei quais as motivações". O ex-relator elogiou a postura do governo brasileiro de demarcar e homologar terras indígenas como "um grande avanço" e defendeu a expulsão dos produtores de arroz da reserva. "A situação (da reserva) é inteiramente legal, são eles que estão na ilegalidade, foram para lá mesmo depois da demarcação". O que é uma grande mentira, pois os produtores de arroz estão na regiha há pelo menos duas décadas e há fazendas na área com títulos dominiais de mais de cinqüenta anos.


CONCLUSÃO:


NENHUM PAÍS QUE POSSUI POPULAÇÕES SILVÍCOLAS, CONCORDOU EM APROVAR ESSA "DECLARAÇÃO DE DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS" (EUA, CANADÁ, AUSTRÁLIA, NOVA-ZELÂNDIA, ÁFRICA DO SUL, E OUTROS), HAJA VISTA QUE ELA IMPEDE A INTEGRAÇÃO DESSAS POPULAÇÕES AO PROCESSO SOCIAL (POLÍTICO E ECONÔMICO) DESSES PAÍSES E CRIA ENCLAVES HUMANOS ESTIMULADOS INTERNACIONALMENTE A SE TRAVESTIREM DE 'NAÇÕES INDEPENDENTES', FINANCIADAS POR OUTRAS, HEGEMÔNICAS, SOB OS MAIS INCONFESSÁVEIS INTERESSES OCULTOS E COM PREJUÍZO DIRETO DE SUAS SOBERANIAS.


VERGONHOSAMENTE, O ITAMARATY PETISTA APROVOU ESSA FAMIGERADA DECLARAÇÃO, NUM FLAGRANTE ATO DE TRAIÇÃO (E LESA-PÁTRIA) AOS INTERESSES NACIONAIS E QUE TRANSFORMA ESSAS POPULAÇÕES SILVÍCOLAS NUMA ESPÉCIE DE VERDADEIRO 'ZOOLÓGICO HUMANO' NA FLORESTA E IMPEDE QUE O PAÍS FAÇA ESSA INTEGRAÇÃO E SE BENEFICIE DE SUAS RIQUEZAS MINERAIS E GENÉTICAS.


ÍNDÍGENAS E NÃO INDÍGENAS TÊM SIDO, AFINAL, TODOS BRASILEIROS, MESMO EM FACE DO ABANDONO A QUE SEMPRE FORAM RELEGADOS POR GOVERNOS NACIONAIS INCOMPETENTES E, RECENTEMENTE, CORRUPTOS E IDEOLOGICAMENTE COMPROMETIDOS COM INTERESSES EXTERNOS ILEGÍTIMOS.

A QUEM INTERESSA A DEMARCAÇÃO CONTÍNUA?

Prof. Marcos Coimbra

Membro efetivo do Conselho Diretor do CEBRES, Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG (Escola Superior de Guerra).


Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br


Sítio: www.brasilsoberano.com.br (Artigo escrito em 20.05 para o MM).


O assunto mais relevante para o país, na atualidade, é o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da constitucionalidade da demarcação contínua da área Raposa/Serra do Sol. Apesar disto, grande parte dos meios de comunicação praticamente ignoram o relevante tema, cujo desfecho pode representar, de fato, a perda de cerca de 60% do atual território nacional, no futuro próximo. Empurram a discussão para uma notícia de fim de página ou omitem qualquer informação a respeito. Qualquer outra notícia passa a ter uma repercussão enorme, ocupando os espaços existentes. Desviam a atenção do povo, com a intenção de evitar que, tomando conhecimento da gravidade da situação, haja uma reação à altura por parte das forças vivas da Nação.

E o pior. Quando sai algum comentário sobre a questão, em geral ele é falso, incompleto ou tendencioso, com o nítido objetivo de sonegar a verdade.


É tão escandalosa a situação que até a mídia estrangeira não esconde seu posicionamento favorável à internacionalização da Amazônia. O jornal londrino The Independent afirma: "Uma coisa tem que ficar clara. Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros. Se perdermos as florestas perderemos a batalha contra as condições climáticas".Sob o título "Salvem os Pulmões do Planeta", diz ainda: "É um recurso precioso para o mundo inteiro, pelo qual todos temos de assumir a responsabilidade". A revista britânica The Economist e o jornal americano The New York Times, sob o título: "De quem é a Amazônia, afinal"? caminham na mesma direção.


Compreendemos sua posição, pois, eles estão defendendo os interesses deles. Afinal, quem tiver o controle da Amazônia será a potência do terceiro milênio, devido à importância dos vastos recursos naturais lá existentes (água, nióbio, bauxita, ouro, pedras preciosas etc.). O que causa espécie e asco é a existência de "brasileiros", inclusive autoridades públicas, pregando a entrega de grandes áreas para "tribos indígenas". Só se for para a tribo "ouro", para a tribo "nióbio" ou para a tribo "diamantes". Aliás, já foi provado que nunca existiu tribo Ianomâmi no Brasil.

O termo foi criado pela fotógrafa Cláudia Andajur. Ela inventou a pretensa cultura Ianomâmi, passando a designar assim todas as tribos dispersas pela região, fossem quais fossem as suas origens, suas línguas e suas características culturais. Promoveu a criação da organização não-governamental "Comission for the Creation of the Yanomami Park" (CCPY), que durante quinze anos pressionou por todos os meios o governo brasileiro no sentido de criar uma área exclusiva para aqueles índios, que totalizavam então pouco mais de onze mil pessoas. Em 1992, finalmente, foi vitoriosa.

Outro equívoco é o de tentar "vender" a idéia de que os índios necessitam de toda esta vasta extensão territorial para sobreviver. Estamos no Século XXI. A maioria de nossos irmãos indígenas não é mais selvagem e nômade. É aculturada. Muitos possuem o PHD, sendo proprietários de bens sofisticados (aeronaves etc.). Outros viajam freqüentemente para o exterior e realizam cursos em grandes centros de pesquisas, sendo preparados por estrangeiros para serem seus representantes nas novas "nações" que pretendem criar. Se aceitarmos a premissa levantada, os indígenas serão proprietários de todo o Brasil, a começar pela Ilha do Governador, no Rio.

Como diz o Cel Gélio Fregapani: "Muitas vezes o assunto está considerado como uma disputa entre índios e brancos. Não é certo; é um conflito entre os que querem o Brasil inteiro e governos/organizações estrangeiras que ambicionam os recursos minerais. Naturalmente esses governos/organizações encontram aliados entre nós. Traidores sempre haverão. No passado tivemos um Calabar e um Silvério dos Reis".

Lemos recentemente vários pronunciamentos de "tuxauas" ligados ao CIR declarando praticamente sua independência em relação ao país. Alguns afirmam que não respeitarão decisão contrária do STF e que expulsarão com meios próprios os não índios da região. Outros querem até "exportar" para o Brasil "seus minérios. Impedem o livre trânsito de brasileiros por "suas" regiões, chegando a bloquear o acesso a rodovias federais durante a noite. Invadem propriedades de brasileiros usando de violência, cometendo vários crimes e as vítimas são presas, sofrem apreensão de suas armas de defesa e os invasores continuam impunes, a exemplo dos "cumpanheiros" do MST.

Causa-nos espécie o silêncio do ministro da Defesa que, como responsável pela Defesa Nacional, não só no curto prazo, mas também no longo prazo, parece não dar a devida importância ao problema. Bem como a atitude do ministro da (in)Justiça ao demonstrar claramente seu apoio aos índios do CIR, empregando seus agentes para perseguir os não índios da região Raposa/Serra do Sol, desarmando-os, prendendo-os, processando-os , perseguindo-os, enquanto nada faz em relação aos crimes cometidos pelos defensores da demarcação. É evidente que interessa a demarcação contínua aos estrangeiros que financiam as milhares de ONGs que operam na área, pois de fato eles serão os beneficiários, continuando a explorar com a cumplicidade interna de maus brasileiros nossas riquezas. A propósito, quantas delas existem no Nordeste para defender os índios locais?